OAB-RJ defende instalação da CPI do Apagão Aéreo
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, defendeu nesta Terça-feira a instalação da CPI do Apagão Aéreo no Congresso. “Se for uma investigação séria, a fim de se colocar um fim de fato a essa bagunça que impera em alguns aeroportos brasileiros, como os de São Paulo, do Rio e de Brasília, nós apoiamos a iniciativa.” A informação é do diário Folha de São Paulo.
Para Damous, a CPI é um instrumento legítimo das minorias parlamentares e deve ser respeitado. “É a maneira que a oposição tem, em qualquer país democrático e civilizado do mundo, de investigar possíveis desvios de conduta por parte dos governos.”
O presidente da OAB-RJ afirmou, no entanto, que a comissão não deve ser alvo de banalização ou ser usada como instrumento político.
Os deputados da oposição acusam o presidente da CCJ, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), de ser “golpista” por ter aceitado inverter a ordem de votações priorizando o recurso do PT. Batendo na mesa e aos gritos, os oposicionistas dizem em coro: “golpista”, o que impede que qualquer outro parlamentar se pronuncie.
A confusão se instalou nesta Terça-feira, porque o deputado ACM Neto (PFL-BA) acusou Picciani de manobrar em defesa do governo ao privilegiar pedido do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de inversão de pauta. Com isso, o recurso do PT se torna o primeiro a ser analisado. A oposição tenta protelar a votação do recurso discutindo antes outros temas da pauta, até mesmo a ata da última reunião.
O deputado ACM Neto disse que chegou antes de Cunha na sala da CCJ e, portanto, o seu pedido para que outros assuntos fossem analisados deveria ter prioridade. Picciani retrucou: “Eduardo Cunha chegou antes, acordou mais cedo que Vossa Excelência e o requerimento dele foi dado entrada primeiro”. “A reunião de hoje cedo foi marcada ontem à noite. Foi uma manobra”, acusou ACM Neto.
“Não admito que Vossa Excelência acuse a Mesa de fazer manobra. Não seja leviano. Aqui não há lugar para histérico nem para histeria”, respondeu Picciani. A confusão permanece, mas Picciani considerou que o pedido de inversão de pauta foi aprovado e os deputados devem discutir como primeiro item o requerimento do PT, assinado pelo líder do partido, deputado Luiz Sérgio (RJ).
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90447.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90451.shtml
4 comentário 20/3/2007, 1:08 apagaoaereo.com.br