Arquivo de 11/4/2007

Aeronáutica diz ter “plano B” para eventual baixa coletiva de controladores

Da Folha Online:

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, disse nesta quarta-feira duvidar que controladores de tráfego aéreo de Brasília peçam baixa coletiva para forçar o governo a desmilitarizar o setor, mas afirmou que já tem um “plano B”, caso a decisão seja tomada. Segundo o brigadeiro, os controladores “têm juízo”, uma vez que precisam sustentam suas famílias.

“Eu não acredito em baixa coletiva. É dar um tiro no pé. Se isso ocorrer, temos outros planos”, afirmou sem revelar a estratégia da Aeronáutica para uma substituição em massa dos controladores.

Leia: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u134003.shtml

1751 comentário 11/4/2007, 18:08 apagaoaereo.com.br

Não há crise no setor aéreo, diz presidente da Anac

Do Globo Online:

Depois de o ministro da Defesa, Waldir Pires, afirmar, em audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, que a crise aérea é conseqüência de um problema de gestão do controle de tráfego aéreo , e de o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, admitir que realmente há uma crise, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, disse que não vê crise no setor aéreo, já que as empresas esperam crescer cerca de 18% neste ano. Segundo Zuanazzi, o setor viveu uma crise entre 1995 e 2003 e, a partir de 2004, o sistema está se recuperando.

- A crise do transporte aéreo brasileiro está longe de ser uma crise. Neste ano, a indústria vai crescer 18%. As empresas investiram entre o ano passado e agora R$ 3,4 bilhões. Elas estão apostando é no crescimento, e não em paralisações - afirmou.

Leia: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/04/11/295315219.asp

7 comentário 11/4/2007, 13:56 apagaoaereo.com.br

Waldir Pires admite que crise aérea é problema de gestão

Do Globo Online:

Em audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara ao lado do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, o ministro da Defesa, Waldir Pires, admitiu que a crise aérea é conseqüência de um problema de gestão do controle de tráfego aéreo. Ele também reconheceu que é preciso aparelhar melhor o sistema e contratar mais pessoal.

Leia: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/04/11/295315219.asp

5 comentário 11/4/2007, 11:56 apagaoaereo.com.br

A pedido dos controladores, OAB negociará

Da Folha de S. Paulo:

Após pedir ajuda da Ordem dos Advogados do Brasil nas negociações com o governo, o presidente da ABCTA (Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo), Wellington Rodrigues, alertou para o “perigo” de controladores trabalhando sem concentração.

A declaração veio após o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) cancelar uma reunião que estaria agendada com representantes dos controladores de vôo hoje. Segundo Rodrigues, muitos pensam em abandonar a carreira por falta de sinalizações de mudanças.

“Um controlador desconcentrado é extremamente perigoso.” Segundo os sindicalistas, o encontro havia sido marcado pelo próprio ministro, na semana passada. O ministro disse a lideranças da OAB que desconhece qualquer encontro agendado com controladores.

Sargento da Aeronáutica, Rodrigues foi quem conduziu as negociações com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para encerrar o motim de 30 de março. Ele também assinou nota de reafirmação de princípios militares.

Com o argumento de que os controladores se sentem desamparados em termos legais para fazer negociações, Rodrigues se reuniu ontem com o presidente da OAB, Cezar Britto. A categoria pede a desmilitarização do setor.

A ABCTA fez uma assembléia informal ontem em Brasília, na qual entre 50 e 100 controladores teriam demonstrado a insatisfação com a situação.

Leia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1104200723.htm

1746 comentário 11/4/2007, 11:46 apagaoaereo.com.br

Controladores de vôo ameaçam pedir baixa coletiva para pressionar por desmilitarização

Do jornal O Globo:

Após duas semanas do motim que parou o transporte aéreo de passageiros no país, parte dos controladores de vôo militares sediados no centro de controle Cindacta 1, em Brasília, articula uma reação, caso se confirme a interrupção do diálogo com o governo para desmilitarizar o tráfego aéreo. Ontem, profissionais se reuniram por quase quatro horas em uma chácara nos arredores de Brasília, em assembléia extraordinária convocada pela Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA). Em avaliação preliminar, uma ferramenta de pressão que os profissionais ameaçam usar é o pedido coletivo de baixa.

Fontes presentes ao encontro disseram ao GLOBO que, somente em Brasília, 123 sargentos estariam dispostos a pedir o desligamento da Força Aérea Brasileira (FAB) - quase metade dos cerca de 260 controladores do Cindacta 1 -, dos quais 40 já estariam decididos. O número pode crescer, disse um dos líderes do movimento, pois graduados das outras sedes de controle de tráfego (Curitiba, Recife e Manaus) estão sendo convocados.

Um processo de desligamento demora cerca de 45 dias, e o raciocínio é que os controladores poderão prestar um concurso público no futuro e ingressar numa nova estrutura civil. O problema é que uma medida dessas poderá desfalcar ainda mais o quadro de profissionais e levar a um novo apagão aéreo.

Para se ter uma idéia, só a falta ao trabalho de dois controladores do Cindacta 4 (Manaus) em um turno, na véspera da paralisação de 30 de março, foi suficiente para segurar em solo 25 aviões, inclusive estrangeiros.

Nova greve está descartada, por ora

A assembléia teve também o objetivo de acalmar os ânimos de um grupo de sargentos revoltados pela forma como o governo conduziu o processo, centralizando todas as decisões nas mãos da Aeronáutica - inclusive a punição dos rebelados.

A avaliação do grupo, contou um líder, é que a categoria tem que continuar unida e traçar novos rumos para pressionar o governo, além de chamar a atenção da sociedade para os problemas do setor. Eles discutem, por exemplo, o que poderá ser feito se as transferências punitivas não forem canceladas, como a do diretor de Mobilização da ABCTA, Edleuzo Souza Cavalcanti, de Brasília para Santa Maria (RS) - que deflagrou a greve no dia 30 de março.

Uma nova greve e o aumento do espaço entre os aviões, por ora, estão descartados pelo movimento. Mas os controladores alertam que novos problemas poderão surgir em função de falhas nos equipamentos. Segundo um dos participantes do encontro, há um entendimento de que é necessário melhorar a imagem do profissional junto à opinião pública, e buscar o apoio da sociedade civil organizada.

Apesar de os controladores terem pedido perdão à sociedade publicamente pelos transtornos causados com a greve, uma parte deles não engoliu o recuo do governo, que rasgou o acordo feito com os rebelados na noite da paralisação. Para restabelecer o tráfego, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu que não haveria punições. Bernardo assegurou ainda a abertura de negociações para desmilitarizar o setor e criar uma gratificação.

Quarto IPM é aberto. Pane atinge a TAM

Dois dias depois, o ministro foi desautorizado, e o governo disse que teria garantido a suspensão apenas das punições administrativas. Lula deu carta branca à Aeronáutica para instaurar Inquéritos Policiais Militares (IPMs) e punir os rebelados, inclusive com expulsão da Força e prisão em cadeia comum. O Comando da Aeronáutica abriu quatro IPMs - o último foi anunciado ontem e será instaurado em relação aos controladores do aeroporto Tom Jobim. Outros dois IPMs já estão em andamento nos Cindactas 1 (Brasília) e 2 (Curitiba). Um terceiro começará no Cindacta 4 (Manaus).

Além de recuar, o presidente chamou os controladores de irresponsáveis. O governo disse que não negociaria com “a faca no pescoço” e que esperava uma resposta da categoria durante o feriado da Páscoa, para dar andamento às discussões. Os controladores aguardavam do Planejamento um cronograma de ações para discutir o tema a partir de hoje, mas o encontro foi cancelado.

- Eles querem um cronograma para implementar as mudanças - disse um dos líderes.

Na tentativa de ganhar apoio da sociedade, um grupo de controladores se reuniu ontem com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade concordou em interceder diretamente junto ao governo.

O azar continuou rondando ontem os aeroportos do país. Uma pane no sistema eletrônico de check-in da TAM obrigou a companhia a emitir manualmente os bilhetes de embarque de vôos de todo o país durante uma hora e 15 minutos. O sistema falhou das 16h10m às 17h25m. A TAM garantiu que o problema não causou atrasos imediatos. Segundo a Infraero, 127 (8,5%) dos 1.492 vôos programados nos principais aeroportos até as 19h tiveram atrasos superiores a uma hora e 39 foram cancelados.

8 comentário 11/4/2007, 11:42 apagaoaereo.com.br

Crise aérea expõe omissão de 20 anos

De Pedro Cafardo, do jornal Valor Econômico:

O presidente Lula entrou numa saia justa ao embarcar no Aerolula naquela sexta-feira, 30 de março, com destino a Washington, para encontrar seu agora quase amigo do peito George W. Bush. Enquanto voava, explodiu a greve de controladores de vôo - militares da Aeronáutica - que parou todo o tráfego aéreo do país. Em poucas horas, com os vôos suspensos, milhares de passageiros começaram a se acotovelar nos aeroportos de todo o país. Era o caos, segundo o noticiário que logo tomou conta das TVs.

Em pleno vôo, Lula teve de decidir o que fazer com a situação inusitada - e bota inusitado nisso. O atual presidente ainda era menor de idade quando um fato semelhante, um motim de militares, aconteceu pela última vez na República brasileira.

O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, resolveu imediatamente cumprir o regulamento militar, que proíbe manifestações desse tipo por parte de militares. E anunciou que daria voz de prisão aos amotinados. Nas nuvens, Lula teve pouco tempo para confabular, porque não conseguiu falar com seus principais ministros-conselheiros. Poderia autorizar a prisão, um procedimento legal. Mas não o fez. Certamente imaginou a repercussão que esse ato teria no dia seguinte.

Ele, o primeiro presidente operário, sindicalista de carteirinha, mandara prender “companheiros” grevistas. Seria uma mancha em sua biografia, mais uma. Dessas que não se tira com qualquer detergente. Logo ele, que fora preso pelos militares por liderar movimentos grevistas. Aliás, desde essa prisão de Lula, em 1980, nunca mais se teve notícia de que dirigentes sindicais tivessem sido levados às grades por semelhante motivo: greve.

Lula deve ter imaginado que, se permitisse a prisão, o mundo lhe cairia sobre a cabeça. Que os editoriais de jornais não o poupariam de mais essa “traição”. Além disso, a medida muito provavelmente não teria o efeito imediato desejado, de restabelecer a normalidade no tráfego aéreo no país. O resultado poderia ser exatamente o oposto. Os controladores colocados atrás das grades não teriam substitutos e o tráfego de aviões poderia ficar interrompido à espera da libertação dos grevistas. E a repercussão de uma eventual paralisação do transporte aéreo durante dois, três ou quatro dias seria enorme.

Nada justifica falta de lei sobre greve do servidor

Lula pode ter feito certo ou errado. Nesse episódio, ele apanharia qualquer que fosse a sua decisão. Na verdade, seus subalternos deveriam poupá-lo de saias justas como essa. Se decisões sobre uma greve de servidores precisam ser levadas ao presidente, é sinal de que, por incompetência ou displicência, os comandos do funcionalismo não funcionam e deixam que os problemas se agravem até virar crises.

O apagão aéreo de 30 de março expõe uma omissão injustificável das autoridades governamentais dos três poderes sobre a regulamentação da lei da greve no funcionalismo público. A Constituição de 1988 proibiu greves de militares, mas autorizou-as explicitamente no funcionalismo público. O inciso VII do artigo 37 da Constituição diz que “o direito de greve [do funcionalismo] será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”.

Passadas quase duas décadas desde a promulgação da Constituição, essa “lei específica” não foi nem mesmo discutida no país. E a ausência de legislação tem provocado inúmeros problemas.

A maior parte dos controladores de vôo pertence à Aeronáutica, mas exerce funções civis, o que justifica a proposta de desmilitarização desse serviço. Mas essa discussão sobre a desmilitarização desvia o problema de seu verdadeiro foco. Não importa se o trabalho é exercido por militar ou civil e sim se ele, sendo essencial, pode ou não ser interrompido por greves. O senso comum diz que não, mas a resposta só virá quando uma “lei específica”, como manda a Constituição, definir em que termos o direito de greve do funcionalismo será exercido.

Os policiais podem fazer greve, como fizeram os federais recentemente? A Justiça pode interromper sua atividade durante três meses, como ocorreu em São Paulo, em 2004, parando 12 milhões de processos? Certamente, o direito à paralisação nesses dois setores do serviço público terá de ser limitado para garantir um funcionamento mínimo de atividades essenciais. Como também deverá sofrer restrições no caso dos controladores de vôos.

A OAB-SP enviou ao governo, no mês passado, proposta de regulamentação baseada nas restrições já definidas para greves no setor privado, que também podem ser declaradas abusivas. A proposta estabelece que as entidades representativas dos servidores devem fazer um aviso formal de greve com antecedência de dez dias. Os grevistas precisam manter um percentual mínimo (30%) de trabalhadores em atividade. Estes, uma vez escalados, ficam sujeitos à exoneração caso faltem ao trabalho.

Mas a tramitação da proposta no governo é lenta. Sindicatos de servidores pressionam o Supremo Tribunal Federal para que fixe regras provisórias até que seja aprovada a “lei específica”. O tema não admite mais protelações. E nem novas saias justas políticas impostas de supetão ao hoje enferrujado presidente-grevista.

10 comentário 11/4/2007, 11:41 apagaoaereo.com.br

Apagão aéreo

Da Folha de S. Paulo:

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
PAULO MODESTO

O PROBLEMA do apagão aéreo, que surgiu como um problema estrutural de gestão, se transformou em um grave desrespeito à disciplina militar. A decisão de transferir o controle aéreo comercial para a área civil é uma mudança estrutural bem-vinda, mas não resolverá o problema, especialmente se essa mudança implicar apenas a transferência de servidores públicos de um para outro órgão da administração pública.

Se a mudança envolver apenas a transferência do serviço para um outro órgão estatal, o problema será agravado porque a Aeronáutica, além de possuir a autoridade que vem da hierarquia militar, algo que é importante em um país que ainda não resolveu o problema grave das greves no serviço público, sempre contou com bons gestores.

Qualquer reforma da gestão pública implica de um lado uma mudança estrutural e, de outro, mudança nas formas de gestão. Por mudança estrutural não se entende apenas mudança de organograma, mas alteração do regime jurídico dos seus participantes. Neste plano, haverá um avanço se esse grupo estiver sob regime de emprego público, sem direito à estabilidade, nos termos permitidos pela emenda 19, de 1998.

Há também a alternativa de transferir o serviço para uma empresa, a Infraero, mas essa deveria ser uma solução transitória. A solução ideal é transferir o controle de vôos para uma autarquia criada por lei, que conte com um quadro especializado de empregados públicos, regidos pela CLT. Os atuais controladores militares seriam cedidos a essa nova entidade, que, no entanto, só contrataria novos controladores civis, empregados públicos.

A mudança estrutural que estamos propondo deve ser acompanhada da imediata disciplina do direito de greve dos servidores públicos, que antes da emenda 19/98 deveria ser feita por lei complementar e a partir dela pode ser disciplinada por simples lei ordinária.

Transferir a gestão do tráfego aéreo civil para órgão civil, com o uso de servidores públicos com a garantia de estabilidade, que podem a qualquer momento recorrer à greve sem correr o risco de quebrarem a hierarquia militar, é agravar e tornar estruturalmente mais instável o sistema ao invés de encaminhar uma solução para ele.

É preciso distinguir claramente as áreas da atividade do Estado que reclamam servidores efetivos, com garantias de estabilidade, que manejam poder de Estado e formulam políticas públicas, dos servidores operacionais, que exercem atividades relevantes, mas de natureza simplesmente técnica ou operacional, que devem possuir parâmetros de atividade muito mais próximas da existente no mercado.

Nas atividades exclusivas de Estado, somente há gestão eficiente da complexa administração pública dos nossos dias se contarmos com funcionários estatais que sejam altos servidores públicos, no mínimo com curso superior (preferivelmente com pós-graduação), selecionados entre os jovens mais talentosos do país.

O prestígio dos cargos, a remuneração elevada e o ethos do serviço público se encarregarão, então, de garantir o desempenho esperado. O controle de vôo não tem essas características, de forma que não há justificativa para operá-lo com servidores públicos estatutários, embora tudo recomende que a sua gestão seja entregue a agentes bem remunerados, dentro de padrões de mercado, para atividades que reclamam qualificação técnica semelhante.

A solução estrutural para o problema é criar uma autarquia em que predominem empregados públicos na área operacional, conceder autonomia de gestão aos seus dirigentes, fixar na alta administração da autarquia ou da administração central um grupo de servidores incumbidos de planejar o sistema, bem como controlar e acompanhar a eficiência da gestão operacional da entidade por contrato de gestão, também previsto na Constituição.

Dada a urgência do problema, a nova entidade e seu quadro de empregados e servidores podem ser criados por medida provisória. Os atuais controladores permanecerão servidores públicos, mas se oferecerá a eles incentivos (a gratificação que estão demandando) para que optem pelo emprego público. E os novos controladores de vôo a serem contratados, além de serem civis, deverão ser empregados públicos ao invés de servidores públicos efetivos, lotados em cargos públicos.

O ideal é que essa autarquia ficasse sob o controle da Aeronáutica. Ela não resolveu o problema até agora porque faltava ao sistema estatal e militar em que está inserido o controle de vôo a necessária flexibilidade gerencial que a atividade exige.

É através dessa mudança estrutural na gestão, que garante essa flexibilidade, e, depois, da escolha de gestores competentes para ocupar os cargos chave, que será possível evitar apagões aéreos no futuro.

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA é professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, ex-ministro da Fazenda, da Reforma do Estado, e da Ciência e Tecnologia

PAULO MODESTO, 40, é presidente do Instituto Brasileiro de Direito Público e professor de direito administrativo da UFBA

Leia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1104200724.htm

8 comentário 11/4/2007, 11:37 apagaoaereo.com.br

PT tenta mudar regras para enquadrar nova CPI

Do Estado de S. Paulo:

Um novo modelo de investigação parlamentar, que limita em três horas os depoimentos dos investigados e transfere imediatamente para exame do Ministério Público as denúncias de corrupção, ainda que possam ter relação indireta com o fato determinado, será inaugurado com a instalação da CPI do Apagão Aéreo. Para reduzir o tempo dos interrogatórios, o PT estaria disposto a alegar que as sessões que se estendem por muito tempo funcionam como uma espécie de tortura contra quem vem colaborar com a CPI.

Leia: http://www.estado.com.br/editorias/2007/04/11/pol-1.93.11.20070411.10.1.xml

5 comentário 11/4/2007, 11:34 apagaoaereo.com.br

Oposição quer CPI no Senado

Do Correio Braziliense:

Além de trabalhar em favor da criação de uma comissão de inquérito na Câmara sobre a crise nos aeroportos, tucanos e democratas buscam assinaturas para investigar denúncias contra a Infraero

A oposição decidiu trabalhar em duas frentes para investigar e politizar o caos aéreo, que tem tumultuado os aeroportos brasileiros há seis meses. Depois de uma reunião entre os líderes do PSDB e Democratas (DEM) da Câmara e do Senado, no final da tarde de ontem, parlamentares já falam em instaurar duas comissões parlamentares de inquérito, uma em cada Casa. Enquanto a Câmara aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), as bancadas dos tucanos e dos democratas do Senado se reúnem hoje para discutir a decisão e começar a recolher as 27 assinaturas necessárias.

Leia: http://www2.correioweb.com.br/cbonline/politica/pri_pol_82.htm

5 comentário 11/4/2007, 11:34 apagaoaereo.com.br


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