Do Estadão:
O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), irá reunir os vice-líderes nesta quarta-feira para discutir os nomes dos petistas que participarão das investigações da CPI do Apagão Aéreo. Entre os cotados estão Cândido Vaccarezza (SP), Geraldo Magela (DF), Pepe Vargas (RS) e Maurício Rands (PE).
O PMDB também deve anunciar nesta quarta seus representantes. O deputado Eduardo Cunha (RJ) deve ser um deles. “O importante é cobrar fidelidade do deputado ao partido”, disse o líder da sigla na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), deixando claro que não serão indicados “independentes”.
Leia: http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2007/mai/02/38.htm
02/5/2007, 9:14
apagaoaereo.com.br
Da Folha de S. Paulo:
Em conversas durante o feriado prolongado, líderes da base governista na Câmara enterraram a possibilidade de oferecer à oposição um dos postos de comando da CPI do Apagão Aéreo, que serão loteados entre PT e PMDB. Os mais cotados para presidir e relatar a comissão são o petista Marco Maia (RS) e o peemedebista Marcelo Castro (PMDB-PI). Qual deles seria o relator e o presidente ainda dependerá de um acerto entre PT e PMDB.
Leia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0205200713.htm
02/5/2007, 9:07
apagaoaereo.com.br
Editorial da Folha de S. Paulo:
A EXASPERANTE ineficiência do governo de Luiz Inácio Lula da Silva vai assumindo contornos cada vez mais graves. O Planalto já dera uma contribuição decisiva para a crise aérea ao contingenciar de forma irresponsável as verbas destinadas à segurança do setor. Verifica-se agora que, passados sete meses do pior desastre de avião da história do país, no qual morreram 154 pessoas, as autoridades não conseguiram implementar nem mesmo as medidas emergenciais a que se propuseram.
Como mostrou reportagem da Folha de segunda-feira, a Aeronáutica ainda não cumpriu as recomendações “de curto prazo” feitas por seus próprios órgãos. As únicas exceções são algumas mudanças no manual de regras -para adequá-las ao padrão internacional- e as aulas de inglês para controladores de tráfego aéreo -que já estavam previstas antes do acidente.
Outras ações relativamente simples -para as quais um prazo de sete meses seria mais do que suficiente-, como melhorias no software utilizado pelos controladores e alterações de procedimentos, não saíram do papel. Estão “em análise”, no dizer da Força Aérea Brasileira (FAB).
É estranho. Afinal, as recomendações foram feitas pelo Centro Nacional de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) -um órgão da FAB- e aprovadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) -também vinculado aos militares. Por quantas repartições mais as medidas precisam passar antes que se dê a “análise” por concluída?
Também causa espécie o fato de a Aeronáutica negar que tenha conhecimento de uma segunda lista de recomendações -também não cumpridas-, estas feitas pela National Transportation Safety Board (NTSB), a agência norte-americana incumbida da segurança aérea. A NTSB, afinal, participa das investigações sobre o desastre em caráter oficial.
Pior, em fóruns internacionais, o Brasil vem sustentando que já tomou as precauções necessárias após o acidente de 29 de setembro do ano passado. No encontro da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), realizado no mês passado na Costa Rica, o documento oficial brasileiro afirmou: “Todas as ações que podiam ser implementadas na esfera brasileira foram lançadas, incluindo a implementação de algumas recomendações preliminares de segurança”.
Na melhor hipótese, estão faltando agilidade e coordenação às autoridades responsáveis pela segurança aérea. Na pior, estão deliberadamente tentando escamotear a realidade.
Qualquer que seja o caso, é inadmissível que, passados sete meses da tragédia aérea, quase nada tenha sido feito para evitar que algo semelhante se repita.
Leia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0205200701.htm
02/5/2007, 9:01
apagaoaereo.com.br