Por seção: 'Artigos'

A face obscura do apagão

Do blog Jornal Diz Persivo:

Há uma face do “Apagão aéreo” que ficou totalmente obscurecida que foi a do completo descaso das empresas aéreas com seus passageiros. È verdade que o erro começa com o Governo Federal, mas não termina nele. Foi o atual governo que, ao concentrar os vôos em Brasília, para atender a interesses meramente politiqueiros, acelerou a crise. Hoje todos os vôos do Norte passam praticamente por Brasília. O absurdo é tão grande que para sair de Porto Velho e ir à Cuiabá é preciso passar por Brasília. É preciso dizer mais? E não podem alegar que tal falta de visão e de organização é fruto da “herança maldita”. É fruto da “inteligência” operacional do atual governo.

Leia: http://persivo.blogspot.com/2007/04/face-obscura-do-apago.html

3 comentário 04/4/2007, 14:38 apagaoaereo.com.br

Manifesto da ONG Aviation Safety

Da ONG Aviation Safety:

MANIFESTO SOBRE A CRISE NA AVIAÇÃO BRASILEIRA

A grande mídia discute e informa diariamente os resultados de um placar onde o grande perdedor é a população e por incrível que pareça, o governo perde suas poucas condições de se defender, sabendo que a solução está em suas próprias mãos.

Não é de hoje que a crise está instalada, pois o nosso sistema de aviação sempre teve o nome de civil, mas sempre foi administrado por militares. Nada contra esse procedimento, até porque existem situações de caráter extremamente importantes onde é necessária a preservação das nossas defesas, mantendo e defendendo a soberania nacional. O que se discute, é por que ao longo desses anos nunca se falou em investimentos neste setor. Com a criação da ANAC – Agência Nacional da Aviação Civil, o troca-troca de favores não estabeleceu metas, nem objetivos definidos, pois, esta casa está repleta de “figurantes” até importantes para o sistema, mas presos às questões de ordem políticas sem a gestão do negócio e sem poder de decisão.

Acreditamos que uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito tenha fundamento diante de uma satisfação que o governo deve à sociedade. É nessa ocasião em que vamos abrir a “caixa preta” da INFRAERO – Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeronáutica, que administra 68 aeroportos no Brasil e que tem planos de alcançar outros países “hermanos”. É nessa abertura de cenários que conseguiremos identificar o verdadeiro papel do Estado na administração de um setor estratégico e milionário brasileiro. Uma empresa que em nenhum momento aparece para dar solução à um problema grave onde é o único “administrador”.

Diante de fatos que ainda precisam ser discutidos, queremos denunciar à esta Comissão que ainda existem perigos tão eminentes e importantes que ainda não foram vistos pela sociedade. Para isso queremos apontar aos senhores as seguintes situações que poderão trazer maiores prejuízos à nação, enquanto não puderem ser trazidos à tona:

EMPRESAS AÉREAS:
Terceirizações em massa, falta de observância aos dispositivos trabalhistas, horas de vôo dos pilotos sem um controle absoluto pelo Sindicato da Classe, Monopólio, Cartéis, Aquisições suspeitas, Caso AERUS e AEROS, descumprimento da regulamentação, baixos salários, excessos de pousos e decolagens em um dia o que causa fadiga humana, pouco tempo de descanso, alta rotatividade de funcionários, perseguições e o pior de todos, a colocação do FOQA (equipamento que manda em tempo real para a base o que está sendo feito no avião durante o vôo) para analisar os vôos e punir os pilotos; Este equipamento foi criado não para esta finalidade, só no Brasil que ocorrem casos deste tipo, maior controle com relação aos funcionários afastados por INSS e os motivos que levaram este ao afastamento.

EMPRESAS TERCEIRIZADAS NO AMBIENTE AEROPORTUÁRIO:
Terceirizações nos setores de atendimento às aeronaves – Falta de treinamento específico, falta de CERTIFICADO de qualificação das mesmas, em inconformidades com artigo 70 do Código Brasileiro de Aeronáutica, lei 7565 de 19 de dezembro de 1986, onde a autoridade aeronáutica emitirá certificados de homologação de empresa destinada a execução de serviços de revisão reparo e manutenção da aeronave motores hélices e outros produtos aeronáuticos, ou seja, qualquer produto, a empresa tem que ser homologada e ainda a IAC 163-1001A (Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo), que trata da relação de compromissos e responsabilidades recíprocas entre empresas aéreas, terceirizadas, administrador aeroportuário e órgão regulador para a execução destas atividades. Nem a ANAC nem a INFRAERO formam este profissional, deixando à mercê das empresas auxiliares de transporte aéreo, esta “certificação”, o que coloca uma grande massa de trabalhadores despreparados atendendo aeronaves e sem condições de serem úteis na prevenção de acidentes aeronáuticos. Segundo a ANAC esta não é uma matéria de sua competência, pois não legislou sobre o assunto, portanto, a resposta que nos dada foi a de que “não meterão a mão nesta cumbuca”;

ACIDENTES/ INCIDENTES/ OCORRÊNCIAS DE SOLO:
Existem diferenças entre estes eventos e também procedimentos que não são comuns. Os acidentes e incidentes recebem a atenção e o cuidado, com louvores, do CENIPA – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que com excelente brilho, investiga os acidentes aeronáuticos no Brasil, (a ANAC não investiga acidentes) enquanto que as Ocorrências de Solo são “tratadas” pela INFRAERO, que não disponibiliza dados para pesquisas e posteriores investimentos em treinamentos nessa área já citada anteriormente. Tem trabalhadores sendo demitidos sumariamente e outros morrendo nos aeroportos brasileiros pela absoluta falta de investimentos e preparo dos mesmos;

CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO:
Qual é o órgão que forma profissionais nesta área? Quanto tempo leva pra formar um profissional e qualificá-lo para o exercício da função?

Como Elementos Credenciados em Prevenção de Acidentes Aeronáuticos em Aeroportos, defendemos a filosofia do Sistema – Investigar para Prevenir – e uma vez imbuídos nesse compromisso precisamos ser autênticos nas nossas colocações e defesas. Precisamos de pessoas que tenham a mesma ótica e ética para defender este setor. Fomos habilitados e qualificados para atuar nas atividades de prevenção e investigação de acidentes aeronáuticos e estamos oferecendo nossos conhecimentos e envolvimentos em favor dos trabalhos dos Senhores Parlamentares, no sentido de dar completa assessoria nos assuntos a que forem pretendidos e solicitados.

É a nossa contribuição para segurança de tantos brasileiros que cruzam os céus do Brasil, tanto a trabalho como a passeio.

Estamos às vésperas de um grande acontecimento no Brasil e principalmente no Rio de Janeiro que será palco de um dos maiores eventos esportivos mundiais com a mesma infra-estrutura, com o mesmo descaso e com a mesma disposição e irresponsabilidades em dias normais.

Essa Organização já discute essas propostas há 10 anos, mas só em janeiro de 2006 foi fundada, com a proposta de trazer e divulgar democraticamente os conceitos da segurança da aviação para todos os níveis da aviação nacional. Criamos o Projeto que treina profissionais para este ambiente de forma a deixá-lo seguro e adequado e só uma ação parlamentar poderá ecoar nosso grito por

J U S T I Ç A !

Respeitosamente,

Venino Paixão de Moraes
Secretário Executivo

4 comentário 04/4/2007, 13:58 apagaoaereo.com.br

Gabeira: A crise ainda no ar

De Fernando Gabeira:

Há tanta desinformação nos jornais de hoje, que é preciso voltar à crise aérea. O governo deu a entender que a razão de todos os problemas são os controladores. Controlados pela aeronáutica tudo vai desaparecer. Deputados e senadores já saúdam o fim da crise, e como sempre, exaltam a sabedoria do presidente da República.

Leia: http://www.gabeira.com.br/blog/blog.asp?id=3536

2 comentário 04/4/2007, 12:07 apagaoaereo.com.br

Historiador vê Lula adotar viés sindical para a crise militar

Da Folha de S. Paulo:

FOLHA - Como o sr. define a atual crise na Aeronáutica?
MARCO ANTONIO VILLA - É um misto de incompetência, irresponsabilidade e descaso, um coquetel. Mostra que o governo não tem compromisso com a eficiência administrativa e nem com o cotidiano das tarefas governamentais. Afinal, esse problema não é de hoje, tem mais de seis meses, e o governo nada fez, infelizmente

Leia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0404200710.htm

1 comentário 04/4/2007, 11:46 apagaoaereo.com.br

Uma amarga anistia dilui a crise militar

De Elio Gaspari, da Folha de S. Paulo:

Evitando enfrentar com as leis militares a insubordinação dos sargentos da FAB que operam o sistema de controle de vôos do país, Nosso Guia amarelou em pelo menos duas ocasiões. A primeira, em novembro, quando a FAB recuou da decisão de aquartelar os militares. Semanas depois, havia brigadeiros negociando com sargentos. Era o início da pane hierárquica. A segunda, na última sexta-feira, quando mandou o ministro do Planejamento para uma reunião sindical com amotinados que haviam posado para fotografias, refastelados e coloridos. Pior: desautorizou o comandante da Aeronáutica, que determinara a prisão dos insubordinados.

Leia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0404200713.htm

Comente 04/4/2007, 11:38 apagaoaereo.com.br

Noblat: De mentiras e meias verdades

Do blog do Noblat:

Diante da ofensiva do governo para reescrever em seu favor o que aconteceu desde o primeiro apagão aéreo em novembro último, examinemos algumas mentiras e meias verdades postas a circular nas últimas 24 horas.

Leia: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_Post=53340

Comente 03/4/2007, 19:06 apagaoaereo.com.br

Mesmo sem MP, controladores já são tratados como civis

Do site Contas Abertas:

Apesar de ainda não ter sido instituída por Medida Provisória, a desmilitarização do setor de aviação já está sendo aplicada no Nordeste do Brasil. Hoje, os controladores do Cindacta 3, que cuida da segurança de vôo da Bahia ao Ceará, tiveram que trabalhar sob um regime especial, com restrições que vão desde uniforme até a utilização de um “sanitário exclusivo”. Em página na Internet, controladores criticam as atitudes do comando e reclamam da falta de aplicações do governo no setor. Até o início da última semana apenas 15,5% do orçamento deste ano previsto para o principal programa de governo relacionado ao controle do tráfego aéreo haviam sido gastos.

As novas regras foram comunicadas ontem pelo comandante do Cindacta 3, José Alves Candez Neto, aos cerca de 100 controladores que atuam no centro, cuja sede está em Recife. De acordo com a determinação, mesmo ainda sendo oficialmente militares, a partir de hoje os controladores não podem mais exercer suas atividades com a roupa oficial. Terão que escolher entre trajes civis ou o chamado sétimo uniforme (de passeio azul), para se diferenciar dos demais militares não controladores, que utilizarão o traje camuflado (décimo uniforme).

Em site de relacionamento na Internet controladores de vôos manifestam indignação diante da atitude tomada no Cindacta 3. “Toda a unidade está utilizando o camuflado e somente nós CTA´s (Controladores de Tráfego Aéreo), utilizamos o sétimo! Ficamos visivelmente destacados dos demais! Qual seria o real motivo dessa atitude?”, questiona um dos controladores. De acordo com notícia veiculada no Jornal do Comércio de Recife (Blog de Jamildo), não se sabe ainda se a retaliação do comando do Cindacta 3 é uma decisão unilateral ou se faz parte de uma ação maior, de toda a Aeronáutica, em uma resposta indireta ao governo Lula.

Enquanto a crise na aviação causa lentidão nos aeroportos, em termos de execução orçamentária, a situação não é muito diferente. Dos R$ 549,8 milhões autorizados em orçamento para o programa de Proteção ao Vôo e Segurança do Tráfego Aéreo, o principal ligado ao setor, até o dia 26 apenas R$ 85,5 milhões haviam sido pagos. Isso considerando o pagamento de dívidas referentes às ações executadas em anos anteriores, mas que ainda não haviam sido quitadas. Levando em conta apenas as ações específicas de 2007, míseros R$ 6,9 milhões foram desembolsados, o que corresponde a 1,26% das previsões de gasto para o ano. clique aqui para ver tabela.

Outras rubricas orçamentárias relacionadas ao setor também vem apresentando baixa execução, apesar da situação caótica que se instalou no país. O programa de Desenvolvimento da Aviação Civil, também do Ministério da Defesa, só aplicou R$ 18, 5 milhões, ou seja 13,1% do total de recursos previstos para 2007 (R$ 141,2 milhões). A situação das ações que visam o desenvolvimento da infra-estrutura aeroportuária é ainda pior. Dos R$ 308,8 milhões autorizados no orçamento de 2007, apenas 10,4% já foram realmente utilizados em favor de melhorias nos aeroportos brasileiros. Enquanto isso, a disponibilidade dos Fundos Aeronáutico e Aeroviário não pára de crescer. Atualmente, os dois fundos já acumulam juntos mais de R$ 2 bilhões, que dentre outras coisas, deveriam servir para a melhoria do sistema aéreo no Brasil. clique aqui para ver tabela.

Leia: http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=1675

3 comentário 03/4/2007, 16:22 apagaoaereo.com.br

Os idiotas

Do blog Nariz Gelado:

É noite de sexta-feira. Você já está há cinco ou seis horas no aeroporto e nada de chamarem seu vôo.

No balcão da companhia aérea, tudo o que lhe dizem é que há um problema em Brasília. Não, eles não sabem lhe dizer se o seu vôo vai sair hoje. Também avisam que é melhor você não deixar o aeroporto porque eles podem chamar para o embarque a qualquer momento. Falando mais alto para se fazer ouvir, pois já há passageiros aos gritos no balcão ao lado, a atendente lhe aponta a imensa fila onde estão distribuindo o famigerado vale-lanche.

Você suspira irritado. Esta bagunça já vem desde outubro - e, aqui, pouco importa se você sabe porque viu na TV ou porque já é a décima vez que se torna vítima da coisa. No momento, tudo o que você pode fazer é ligar para quem o está esperando no local de destino e avisar do atraso. Do outo lado da linha, porém, quem o espera informa que a coisa vai demorar: os controladores de vôo estão em greve e os principais aeroportos do país estão fechados para decolagem. É quando você é cegado por uma luz. No segundo seguinte, um repórter coloca um microfone à sua frente e pede declarações sobre a situação.

E o que você faz? Você reclama da falta de informações, da fila do lanche, dos compromissos e negócios que vai perder, da incerteza de embarcar ou não, da possibilidade de fazer novas e imprevistas despesas de hospedagem… Você, enfim, reclama de quase tudo. Mas, coisa impressionate, por mais que você já esteja informado de que é uma greve - o velho problema, pois, que se arrasta desde outubro - , você não lembra de cobrar a fatura a quem de direito: não fala do governo, não cita o nome do presidente Lula, não cobra uma solução. Dias antes, o responsável pela coisa invadiu a TV da sua casa prometendo colocar um prazo para o fim da bagunça e, agora, diante da imprensa, tudo o que você consegue fazer é choramingar o lanchinho.

Ok, você pode ser apenas um idiota. Mas, me responda uma coisa: de quantos idiotas se faz uma multidão aprisionada em aeroportos? E por que só eles são ouvidos pelos repórteres? Você não acha que há, engavetados nas redações das nossas redes de TV, depoimentos de não-idiotas que, por um mistério qualquer, não foram levados ao ar?

Leia: http://narizgelado.apostos.com/archives/2007/04/os_idiotas.html

Comente 03/4/2007, 16:14 apagaoaereo.com.br

Caos aéreo: uma proposta

Artigo do economista Cláudio Skikida, no jornal O Tempo, em 22 de março de 2007:

É difícil cobrar perfeição das companhias se não possuem informações dos controladores. Por outro lado, falhas de administração são, no mínimo, motivo para levar os funcionários de volta às aulas de pesquisa operacional. De quem é a culpa? Aparentemente, se sabe que não é dos consumidores.

O que fazer? Uma sugestão simples: incentivos econômicos. Criese uma multa, na forma de devolução de parte do valor da passagem. Não é uma idéia nova, mas talvez o que não tenha sido pensado é sobre quem deve arcar com o ônus da multa.

O valor do ressarcimento seria dividido entre a Anac e a companhia aérea. Seria uma média ponderada na qual os pesos seriam definidos pela responsabilidade de cada um. Como medir isto? Há várias formas.

Leia: http://www.otempo.com.br/opiniao/lerMateria/?idMateria=83187

5 comentário 03/4/2007, 15:51 apagaoaereo.com.br

Reação da blogosfera (II)

http://tourolouco.blogspot.com/2007/04/motim-greve-dos-controladores-de-vo.html

http://vicenteadeodato.blogspot.com/2007/04/mais-uma-vez.html

Global Voices Online

http://cuca-fundida.blogspot.com/2007/04/agresso-nos-aeroportos.html

http://outrasnotas.blogspot.com/2007/03/ota.html

http://viaestrategica.blogspot.com/2007/04/motim-e-crise-area-distoro-dos.html

http://blogdobizzarro.blogspot.com/2007/04/reclamem-da-globo-vontade.html

http://www.subsolo.org/gustibus/archives/2007/04/index.html#a006004

http://merdaarte.blogspot.com/2007/04/brasil-tu-no-v-minha-cara.html

http://alertatotal.blogspot.com/2007/04/constituio-rasgada-lula-cometeu-crime.html

Comente 02/4/2007, 14:54 apagaoaereo.com.br

FSP: Motim

Editorial da Folha de S. Paulo:

A LENTIDÃO e a displicência do governo Lula perante a crise aérea terminaram por levá-la a um patamar inaudito. O motim que paralisou todos os aeroportos brasileiros na sexta, em atitude de aberta insubordinação militar, é a conseqüência da condução sindical empreendida pelo presidente da República desde o início do transtorno endêmico na aviação, há seis meses.
Enquanto Lula seguia no seu confortável Airbus para Washington, os saguões dos aeroportos do país se apinhavam de gente, mais uma vez. Controladores militares simplesmente cruzaram os braços -são impedidos por lei de fazê-lo- e iniciaram uma greve de fome. “Reivindicavam” uma gratificação salarial e a suspensão dos remanejamentos de líderes da rebelião.

Leia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0104200701.htm

2 comentário 01/4/2007, 10:42 apagaoaereo.com.br

Voar passou a ser uma opção de alto risco

De Eliane Catanhêde, na Folha de S. Paulo:

O sistema era considerado equivalente aos melhores do mundo, mais de 95% dos vôos das principais companhias saíam no horário e, apesar da quebra da Varig e do aumento expressivo do número de passageiros, tudo parecia em paz.

Depois da queda do Boeing da Gol, em 29 de setembro, tudo mudou. A versão de que o sistema estava podre e ruiu não resiste ao óbvio. Um sistema assim não implode da noite para o dia. O mais provável é que esteja sendo explodido.

O que ocorreu foi uma seqüência de erros do governo. Os controladores fizeram no fim do ano uma operação-padrão que praticamente parou os aeroportos, Pires atropelou a hierarquia militar para negociar com sargentos insubordinados, e Lula jogou o ministro do Trabalho na negociação.
Uma questão de disciplina foi tratada como sindical. Pior: sem atender as reivindicações, algumas delas justas. O governo errou na forma e no conteúdo: minou a autoridade do comando militar e não ganhou a boa vontade dos manifestantes.

Leia: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3103200705.htm

Comente 31/3/2007, 9:03 apagaoaereo.com.br

Do apagão às luzes

De Fernando Gabeira, na Folha de S. Paulo:

SEMPRE acreditei que poderíamos superar rapidamente o apagão aéreo. E planejar olhando aquilo que a crise revelou de melhor: a democratização do acesso a esse tipo de transporte.

No fim de novembro, afirmei que era preciso um gerente, com poderes especiais, para levar a cabo a tarefa. Havia muitos atores oficiais em jogo e uma discreta rivalidade entre eles.

Minha experiência era do apagão elétrico. Com um só gerente, quem era da oposição e tinha idéias podia, pelo menos, contribuir.

Leia: http://www.gabeira.com.br/blog/blog.asp?id=3512

959 comentário 31/3/2007, 9:00 apagaoaereo.com.br

Miriam Leitão: Especialista em logística culpa caos administrativo

Do blog da jornalista Miriam Leitão:

O professor de logística da Coppead Paulo Fleury pegou um dos últimos vôos que saiu de São Paulo hoje. Logo que chegou ao Rio, soube que os aeroportos tinham sido fechados. O maior problema de toda essa crise, segundo ele, que é especialista no tema, é o fato de o sistema estar perdendo a confiabilidade, ou seja, não dá mais pra garantir que o seu vôo vai sair, que você chegará na hora do outro lado.

Leia: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/post.asp?cod_Post=52954

18 comentário 31/3/2007, 1:37 apagaoaereo.com.br

Para sair da crise

Do site do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ):

Seis meses empurrando com a barriga um problema dessa gravidade e estamos no auge do caos. Saídas? A curto prazo o único caminho é negociar com os controladores e fazer com que voltem ao trabalho. É preciso pedir ajuda das companhias e tentar fazer com que parte dos passageiros seja alojado em hotéis. O Itamaraty deve enviar instruções para que seus funcionários visitem os aeroportos e vejam o que é possível fazer para reduzir o desconforto.

Leia: http://www.gabeira.com.br/blog/blog.asp?id=3510

O preço da incompetência

A imagem da aviação brasileira foi pelos ares. Centenas de pessoas esperando nos aeroportos, sem informação, sem assistência. Brasileiros esperando nos aeroportos do mundo, sem ter para onde ir.

Não há condições de sermos condescendentes com o governo. Em novembro, já havia proposto uma forma de gerir a crise. Em vão.

Infelizmente, o Brasil está nas mãos de pessoas que não estão a altura de nossa complexidade. Só nos resta agora estudar alguma forma de ajudar o governo a sair da crise, para, ai então, cobrar suas responsabilidades políticas.

O sistema aéreo brasileiro pode ser reformado. Já resolvemos coisa mais complicadas. É uma tarefa urgente, de segurança nacional.

Leia: http://www.gabeira.com.br/blog/blog.asp?id=3510

Comente 31/3/2007, 0:39 apagaoaereo.com.br

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